Somos quais sementes

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Sentado à sombra
De uma imponente árvore,
Observei no chão
Milhares de pequenas sementes
A espera do vento, de algum pássaro
E das águas da chuva
Para as levarem a outras terras distantes,
Onde deixarão de serem sementes
Libertando a árvore que há dentro de si;
Uma colossal estrutura vegetal
Dentro de um invólucro
Tão simples e pequenino
Encerrando em si o mistério
Da natureza que indiferente a tudo
Cumpre seu destino.
Foi assim que me vi uma semente,
Um grande milagre,
Que carrega em si
Tudo o que necessita
Para transformar-se em algo colossal,
Admiravelmente grande,
Bastando para isso deixar de ser semente,
Pois o que seria se toda semente
Se negasse a deixar de sê-la?
Assim como a semente abre seu invólucro
E liberta a árvore e desaparece
É preciso abrir o coração
E deixar que o EU verdadeiro
Simplesmente se liberte e cresça
Como crescem as árvores,
Acolhendo como as árvores
Acolhem os pássaros,
Protegendo como as árvores
Protegem do escaldante sol,
Alimentando como as árvores
Alimentam com seus frutos
Sem interesses, sem distinção…
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