Jogo da vida

Não lembro,
Mas sei, que assim
Que eclodi no mundo
Começou o jogo,
Jogo da vida.
Em um simples ninar,
Em um simples afagar
Ocorria nos olhos,
Nos ouvidos, na pele
A transfusão de cultura
Credos e costumes
E com eles a regra do jogo,
Jogo da vida.
Ao sugar os seios de minha mãe
Já absorvia a capacidade
De mentir para sobreviver,
Sim, mentir, pois homem mente
O tempo todo, na polidez,
Nos bons costumes;
Tal é a regra do jogo,
Jogo da vida.
Viver em sociedade
É permitir que a mentira espanque
A sinceridade para poder
Vestir suas roupas
E desfilar entre outras
Disfarçadas mentiras,
Uma regra do jogo,
Jogo da vida…
Assim é o homem:
Uma tentativa constante
Em ser verdade,
Mas mente até para si mesmo
Desde a tenra idade,
Na qual começa aprender
As regras do jogo,

Jogo da vida…

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