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Tu és aquela

Que na infância imaginava

Ser meu travesseiro

Acomodado na dobra de meu braço

Enquanto acariciava-o

Como se fosse tua cabeça…

 

Tu és a minha mais antiga lembrança

De um tempo em que os rastros materiais

Das civilizações que pertencemos

Já não existem mais;

Teus olhos cor de tempestade

São os mesmos

Nos inúmeros rostos

Que vestiram tua alma milenar.

 

Sempre estivemos juntos

E juntos sempre vamos estar,

Há algo que nos une,

Algo que nos liga na voz, no olhar,

Talvez sejamos feitos

De uma mesma poeira estelar…

 

Viemos de tão longe

E por tantos lugares andamos,

Que já somos só saudades

De tudo que vivemos,

De tudo que contemplamos…

Onde tu fores contigo estarei,

União de almas é superior

A união do corpo…

 

Tanto te esperei,

Outra tantas vezes esperou-me;

Assim vamos vivendo em cada mundo

Um novo velho amor…

Davi Roballo

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